Opções

Na bolsa de valores, temos vários tipos de ativos…

  • Ações.
  • Fundos Imobiliários.
  • ETF,
  • Debêntures
  • Fundo de Ações.
  • Fundo de Participações.

E muito mais! A bolsa não é formada só por esse tipo de investimento. Existe outra espécie de ativo, com data de validade, e que podem fornecer grandes ganhos, ou perdas.

As opções são derivativos. Você pode investir em opções da Ambev, por exemplo, ou quem sabe da ETF BOVA11. A opção deriva do ativo em questão, ou seja, é relacionada a ele.

Com essas opções, podemos montar operações, ou simplesmente especular. Mencionado anteriormente, podemos ganhar muito, ou perder muito.

Isso acontece porque as opções são instrumentos de alavancagem. Por se tratar de investimento com “vencimento” elas têm volatilidade muito alta.

Como funciona?

O funcionamento das opções pode parecer, no inicio, um pouco complicado, porem, no decorrer do texto, com exemplos práticos, você irá entender melhor.

Precisamos compreender que existem dois tipos de opções…

  • CALL (opção de compra)
  • PUT (opção de venda)

O funcionamento de cada uma dessas opções está estritamente ligado ao próprio nome.

  • Comprando uma opção de venda, você estará montando uma operação para eventualmente vender o seu ativo por algum valor.
  • Comprando uma opção de compra, você estará estruturado uma operação de compra de algum ativo, por um valor alvo, ou strike.

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Nessa tabela temos as letras usadas para distinguir o mês de vencimento da opção. Todas as opções possuem um dia padrão para vencimento. É o décimo quinto dia do mês.

Caso esse dia caia em um final de semana ou feriado, o próximo dia útil valerá para o vencimento da opção.

Todas as opções vencem até às 14 horas do dia. Sabendo de tais regras, agora vamos voltar às letras. O alfabeto esta praticamente todo representado nessas duas colunas.

Eles servem tanto para informar o mês de vencimento quanto para distinguir uma opção de compra ou uma de venda.

As opções de venda iniciam do A (Janeiro) e vão até L (Dezembro). As opções de compra vão de M (Janeiro) até X (Dezembro).

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Montamos o código de uma opção. Nessa imagem podemos identificar as principais características, o código da ação, ou ETF, a serie da opção, e por ultimo o vencimento.

Com mais essas informações, vamos fazer uma simulação, de como ficaria o código da operação na bolsa de valores.

Muito bem, você está na frente do seu HomeBroker, pronto para comprar opções de compra da Ambev.

A intenção é adquirir opções com vencimento para Setembro com um preço alvo de R$: 20,00.

O preço alvo, ou “strike” é o valor que você gostaria de pagar pela ação.

Voltando ao exemplo…

Sabendo que o código da Ambev é ABEV3, então, colocamos ABEV (código da ação) seguido da letra do mês de vencimento “I” (Setembro) mais o preço alvo, 20, o código ficaria ABEVI20.

Um detalhe muito importante, nem sempre o preço alvo vai ser representado literalmente no código.

Exemplo: caso você queira comprar opções da Ambev com um preço alvo de R$: 20,20? No momento em que escrevo esse artigo essa opção de venda para vencimento em Setembro tem o código de ABEVI60

O que é o valor alvo da opção?

As opções são negociadas na bolsa de valores da mesma forma que as ações, porem, diferente das ações, ou de qualquer outro tipo de ativo, as opções tem data de vencimento e possuem um preço alvo.

Opções de Venda

Vamos supor que você queira comprar ações da Ambev, hoje estão sendo negociadas a partir de R$: 19,00, porem você acredita que o mercado está em queda, e a ação em questão pode se desvalorizar chegando aos R$ 18,00, ou até abaixo disso.

Então você resolve montar uma operação com opções de venda a fim de se proteger de uma eventual desvalorização da ação.

No mercado você encontra opções de venda da Ambev com vencimento para um mês no preço alvo de R$: 19,00

Isso significa que adquirindo essas opções de venda com o preço alvo de R$: 19,00 você poderá vender suas ações da Ambev, até o vencimento de um mês, pelo valor de R$: 19,00.

O investidor que vendeu essas opções para você terá a obrigação de comprar, mas você, que comprou as opções, pode optar por vender ou não.

Compreender a obrigatoriedade é muito importante, uma vez que tais operações exigem muita atenção do investidor.

Quando o investidor comprar opções de venda, ele está assegurando uma possível venda a tal valor.

Já a contrapartida, o investidor que vender essas opções, está se obrigando a comprar, caso, o comprador das opções queira exercer a opção.

Vamos voltar ao exemplo…

Passando o mês, as suas expectativas se confirmara, ou melhor, foram piores. As ações da Ambev se desvalorizaram alcançando os R$: 16,00!

Observando a grande queda, você acaba optando por exercer as opções adquiridas, e vende suas ações por 19,00 cada!

Compreendeu? O investidor que vendeu essas opções apostava no mínimo em uma manutenção dos valores da ação, assim, não faria sentido você exercer a opção, e ele ficaria com o premio da opção (o valor da venda das opções).

Mas ao invés disso, o mercado acabou virando, e o custo que você teve para se proteger acabou valendo a pena.

Valeu tanto a pena, que em uma situação como está você pode até utilizar o valor da venda de suas ações para recompra-las, a R$: 16,00 mantendo a diferença em caixa.

Opções de compra.

Operar com as opções de compra funciona de maneira parecida, porem ao invés de venda, vamos vender ou comprar opções de compra.

Vamos imaginar que as mesmas ações da Ambev estão a R$: 19,00, porem, dessa vez, você não possui nenhuma ação da empresa.

Fazendo uma analise técnica, utilizando gráficos, médias moveis e outros estudos, você viu uma boa chance de alta do papel no curto prazo.

Afim de não arriscar grande volume de seus recursos nessa operação, você recorre às opções de compra.

Compra 1000 opções de Ambev com vencimento em um mês, preço alvo de R$: 19,00 pelo valor de R$: 1,00 cada opção.

Ao invés de comprar os papéis de uma vez, e acabar investindo R$: 19.000,00, você comprou opções de compra, com vencimento em um mês, por um total de R$: 1.000,00.

O resto do capital, você pode investir em letras do tesouro, por exemplo, e caso as suas opções virarem pó, você ainda teve um resultado positivo com os R$: 18.000,00 investidos em Tesouro Selic.

Voltando ao exemplo…

Passando o mês as ações da Ambev passaram a valer R$: 22,00 cada! Sem pensar duas vezes, você liga para a corretora e exerce sua opção de compra, comprando as mesas ações. Agora, valem R$: 22,00, mas serão adquiridas por R$: 19,00.

Podendo no final da operação vender as suas ações e realizando um lucro de R$: 3,00 por ação, ou melhor, subtraindo o custo da compra das opões, que foi de R$: 1.000,00, você acaba lucrando na verdade R$: 2.00 por ação, R$: 2.000,00 no total!

Estratégias com Opções.

Nessa parte do artigo, irei descrever estratégias básicas com opções. Não envolvem comprar, ou vender opções a seco.

No caso de vender opções a seco, eu aconselho a nunca fazer, uma vez que o ativo de referencia da opção pode subir até o infinito, ocasionando um prejuízo enorme ao cliente.

A primeira operação será utilizando a Call. Essa estratégia consiste em vender uma opção de compra de um ativo que você tenha sobre custodia.

Dessa maneira o valor que entrar por meio da venda das opções de compra, pode acabar virando lucro.

Vamos ao exemplo…

Digamos que o cliente tenha em custodia 10 cotas da ETF BOVA11, (esse ETF é a única que possui opções de compra e venda no mercado com liquidez) observando que o mercado está andando de lado, sem grande volatilidade, e que o seu dinheiro está tecnicamente “parado” na ETF, ele decidi vender 10 Calls de BOVA11, com vencimento para o mês seguinte.

Vamos supor que as cotas da ETF estão valendo no momento R$: 55,00 cada, e as opções que o cliente está vendendo têm o strike de R$: 55,00.

Cada opção vai gerar um ganho de R$: 1,00 (uma vez que as opção vão ser vendidas por 1 real cada), sendo assim, ele realiza a operação, ficando com R$: 10,00 (1,00 x 10) e contraindo uma obrigação, de vender suas cotas por R$: 55,00 caso o comprador das opções tenha o interesse de realizar a operação.

Nesse momento duas coisas podem acontecer…

  • Caso as cotas se mantenham em mesmo valor ou aconteça uma desvalorização do ativo, o comprador das opções dificilmente irá executar a ordem de compra, deixando as mesmas virar pó, fazendo com que o vendedor permaneça com as ETF.
  • Mas, se a BOVA11 subir, e alcançar os R$ 57,00, por exemplo, o comprador provavelmente vai dar a ordem de compra, e levar as cotas do vendedor por R$: 55,00 cada.

Em minha opinião o pior cenário nessa operação seria, se a ETF caísse muito, estivesse valendo menos de R$: 50,00.

Havendo uma pequena queda, ou até uma valorização a cima do esperado, o resultado seria bom uma vez que o vendedor vai acabar tendo parte do lucro.

Vendendo PUTs

A segunda estratégia consiste em basicamente, sem ter o ativo em questão, vender PUTs, que seriam as opções e venda.

Lembrando que fazer venda de qualquer opção, sem ter o ativo derivado, é muito perigoso!

Lembre-se; vendendo uma opção, você esta adquirindo a obrigação de comprar ou vender algum ativo, por um valor determinado.

A outra parte do negócio. O investidor que compra as opções de venda tem o interesse, de se beneficiar, caso o ativo em questão deprecie no mercado.

Um breve exemplo…

Vamos imaginar que o investidor tenha ações da Petrobras, PETR4, porem o mesmo tem receio que as ações possam se desvalorizar em um período de um mês.

Ele resolve comprar opões de venda, com o intuito de garantir o valor do seu investimento, caso o seu receio vire realidade e as ações derretam.

A outra parte no negocio, o vendedor das opções, ficar com a obrigação de comprar as ações pelo valor do strike, caso o comprador tenha o interesse de realizar a operação e acione a mesma.

Essa estratégia de vender PUTs é bem interessante, pois, se existe a vontade de investir em certa ação, e o preço do strike da opção, é justo, a operação pode vir a ser muito proveitosa.

Existem dois cenários para essa operação.

  • Vamos considerar que as ações se valorizaram, então não faz sentido acionar a opção de venda por um preço x, uma vez que a própria ação se valorizou.

O investidor que vendeu as opções por sua vez, fica com o premio da venda das PUTs, sendo assim, o mesmo acaba lucrando sem ter ativo algum, simplesmente especulando que a ação não venha a se desvalorizar.

  • O segundo cenário é de desvalorização da ação. Caso haja uma desvalorização do ativo, o comprador das opções pode acionar as mesmas e vender suas ações pelo valor do strike das PUTs.

Em outras palavras, se a opções tem um strike de R$: 10,00 para Petrobras, porém a ação chegou a R$: 8,00, o comprador das PUTs, pode acionar a opção de venda, e vender suas ações para o vendedor da opção por R$: 10,00.

Em fim, para o vendedor das opções, a operação é especulativa, já o comprador das PUTs vê tal operação como uma espécie de Hedge.

O intuito disso é proteger o capital investido, de possíveis oscilações do mercado.

Os investimentos em opções vêm agregar o portfólio do investidor. Além de fornecer proteção as opções também servem para alavancar operações especulativas.

Uma vez que as opções sofrem influencia do valor da ação derivada e da proximidade com o vencimento.

Investir em Fundos Imobiliários ou qualquer tipo de investimento envolve riscos e possíveis perdas. Rendimento passado não é garantia de rendimento futuro. Invista com consciência.

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