Qual a melhor opção de investimento

Quando falamos em finanças pessoais, cabe aqui frisar, devemos fazer uma reserva; seja poupança, previdência, dólar, ouro ou nenhuma das anteriores, desde que criemos a cultura de guardar parte do que ganhamos. Isso é o seu futuro.

Se você já faz isso, muito bem, resta verificar onde é mais adequado investir.

Se não tem este hábito, comece com pouco, mas que seja um compromisso pessoal e intransferível, um valor simbólico, mas comece.

Uma reserva é a base para um novo projeto, uma solução para alguma emergência ou o ponta pé inicial de uma grande virada em sua vida.

Dinheiro é um instrumento de poder, de controle alheio ou a sua independência. Pouco, mas seu, é o que te dá direito a seu próximo movimento no jogo da vida.

Seja prudente, às vezes pensamos: ganho tão pouco, como vou guardar? Não sobra!

Guardar é um pequeno sacrifício, um movimento de segurança para o futuro. Muitas vezes pensei, não dá e depois vi que deveria ter feito.

Seja no que for, invista!
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Para investir da maneira adequada às minhas necessidades, devo pensar na finalidade das reservas e em quanto tempo pretendo possivelmente fazer uso deste recurso.

Já apliquei em previdência pensando no longo prazo, como esta era a minha única fonte de reserva, surgiu uma emergência, precisei resgatar e perdi boa parte deste esforço de poupar em alíquota de imposto. Mas como isso?

Simples assim, dependendo do prazo em que você vai aplicar, incide uma alíquota diferente.

Se você está fazendo uma reserva para a aposentadoria, o ideal é optar pela tributação regressiva, que incide em maior porcentagem de tributação nos primeiros anos de investimento e vai diminuindo até atingir o montante de 10% a partir do décimo ano, num momento oportuno quando o montante do rendimento é maior, e se não for usar antes do prazo, é ótimo, porquê incide uma alíquota menor.

Ou seja, se o propósito do investimento for cumprido, após dez anos, vou sofrer desconto de 10% sobre os rendimentos ao invés, da alíquota da tabela do IR que pode chegar aos 27,5%, conforme o valor.

Mas, caso faça o resgate antes do planejado, posso sofrer um desconto de IR de até 35% por estar na opção de tributação regressiva.

A tributação regressiva é boa porque é definitiva e exclusiva na fonte, não sofre ajuste no imposto de renda (acerto sobre o valor pago na fonte cobrado no IR) porém, o investimento deve ser bem planejado.

A previdência pode ser usada como investimento, pode, mas sua finalidade é aposentadoria complementar, retorno a médio e longo prazo, e não para eventuais emergências, e caso isso aconteça, se incorrer no resgate de todo o valor, é uma escolha incerta.
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Que caminho seguir com tantas opções?

Não se assuste, planeje seus investimentos, boa parte do sucesso decorre de esforço e planejamento.

Problemas, sempre existiram, muito trabalho também, principalmente ao proletariado.

Mas, este é seu futuro; sua vida; seus sonhos; planeje suas escolhas e seus investimentos.
Separe um tempo para se informar, para plantar sua semente e colher bons frutos posteriormente. Leia a respeito por um momento diariamente, fuxique no site do seu banco, de outros bancos, vai armazenando informação.

Quando não sabemos o que vamos fazer com a reserva e em quanto tempo poderemos manter esta reserva, minha humilde sugestão, poupança, CDB ou fundos de renda fixa.

Rende pouco, mas tem liquidez e é seguro.
Só para entender melhor, liquidez é permitir o saque a qualquer momento, imediato, e isso é importante se você não tem certeza se vai ou não vai ter de usar este dinheiro.

Para cada montante, uma opção.

Volumes de valor até um certo montante vão alcançar taxas baixas, porque para ter acesso as melhores taxas as opções de investimento iniciam com valores mais vultuosos. Por exemplo; a partir de cem mil reais, mas você já começa a progredir em taxas com cinco mil reais, então fica firme e começa.

Veja no seu banco as opções disponíveis, as taxas e prazos praticados e verifique se compensa em relação a poupança, porque normalmente nos demais, incidem impostos e taxas de administração e a poupança é livre destas cobranças.

Porém, fique esperto!

A poupança é uma primeira opção, vou colocando lá minhas pequenas parcelas mensais que estou começando a ter o hábito de guardar, também devo ir analisando com critério e calma as alternativas do mercado até migrar uma parte disso para um investimento mais rentável.

Nada impede de ir mantendo paralelamente esta poupança, mas devemos sempre nos ligar nas possibilidades que o mercado oferece para multiplicar nossos esforços e administrar da melhor forma possível nossas reservas.

O CDB (certificado de depósito bancário) é um título que os bancos emitem para se capitalizar, conseguir dinheiro para financiar suas atividades de crédito, isso é ofertado aos seus investidores. Este mesmo tipo de operação, quando ocorre entre bancos, chama-se CDI. Prática normal de mercado, a média da taxa praticada nestas operações entre bancos, gera a taxa CDI, que é usada como índice de referência para remuneração do CDB. Ou seja, os bancos remuneram o CDB com uma porcentagem sobre a taxa CDI.

Também podem utilizar a Selic ou o IPCA em títulos pós-fixados.

O CDB pode ser prefixado ou pós- fixado, no caso de prefixado, você vai conhecer a taxa que será paga pelo seu investimento na contratação.
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E os impostos que incidem…

Bom ainda falando em CDB, incide o IR sobre os rendimentos, pela tabela atual conforme abaixo:

até 180 dias – 22,50%
181 a 360 dias – 20,00%
361 a 720 dias – 17,50%
> 720 dias – 15,00%

Os bancos oferecem produtos similares e isentos de tributação, lCA e LCI. Mas esta vantagem da não incidência do imposto pode ser diminuída com uma baixa remuneração, então sempre compare ao CDB para ver se não está levando “gato por lebre”.

Este tipo de incidência de IR também ocorre nos fundos de renda fixa, então de olho nas taxas de administração e no histórico de rentabilidade dos fundos para ver se compensa.

E o tesouro direto?

O tesouro direto está preconizado como a bola da vez. O que é?

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional desenvolvido em parceria com a BMF&F Bovespa para venda de títulos públicos federais para pessoas físicas, por meio da internet.

Nesta aplicação você compra títulos públicos e sabe quanto vai render no ato da compra, eles tem prazos de vencimento porém você pode resgatar a qualquer momento e então será pago o valor do título no dia do resgate o que pode variar um pouco em relação ao rendimento contratado.

É seguro e tem liquidez, e está em evidência devido as taxas um pouco acima dos fundos de renda fixa, alguns tipos destes títulos estão com taxas bem superiores, mas saiba, também sofrem tributação do IR como o CDB e os Fundos de Renda Fixa.

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Por Marcos de Paula
Publicado em http://www.cuidandodesuasfinancas.com.br

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