O que é Balança de transações correntes?

A balança de transações correntes possui em sua composição outras três balanças, que são as seguintes;

  • Balança Comercial
  • Balança de Serviços
  • Rendimentos de investimentos e as transferências unilaterais

Em outras palavras, a balança de transações correntes é os rendimentos líquidos de um determinado país.

Caso essa balança esteja positiva, podemos considerar que o país em questão possui um rendimento positivo contra o exterior, ou seja, crédito.

Em caso de uma balança deficitária, então o país conta com uma dívida no exterior. Uma dependência maior.

Como funciona a balança de transações correntes?

As balanças de transações correntes são compostas por três balanças distintas. Sendo assim, é necessário avaliar os números das três balanças para conseguir chegar a um determinado número.

Na balança comercial, nós podemos encontrar o resultado entre as transações do país com o exterior.

Esse resultado é composto pelas vendas e compras que o país faz, ou seja, o resultado das importações menos exportações.

Na balança de serviços podemos encontrar números referentes aos serviços prestados no país, ou no exterior.

Dentro desses números existem alguns setores que se destacam, como o turismo, transporte, royalties e seguros.

Sendo assim, podemos encontrar certas peculiaridades entre as balanças até aqui mencionadas.

Por exemplo, a balança comercial de um país pode ser deficitária, porém, ao analisar a balança de serviços, podemos encontrar alguns valores interessantes.

Isso pode acontecer devido aos investimentos realizados em um país, visando à construção do seu parque industrial no exterior, mas depois, com o desenvolvimento de seus negócios no exterior, esse mesmo país pode acabar recebendo parte dos lucros, por meio dos royalties.

Um exemplo disso são as empresas que trabalham com o negócio de franchising. Por mais que exista certo investimento, ao menos para abrir o negócio, o fluxo de capital, posterior, vai voltar para o país de origem, através dos royalties.

Os Estados Unidos, por exemplo, possui em certos períodos um fluxo de capital positivo, demonstrando que entra mais dinheiro no país do que saí.

Porém, em momentos onde a economia está mais forte, consequentemente, existe uma expansão para o exterior, levando parte desse fluxo de capital. Em outras palavras, ocorre um investimento maior  no exterior.

Por último temos a balança de rendimentos e transferência unilaterais. Aqui ficam caracterizadas as transferências entre imigrantes.

Então dentro dessa balança temos os valores oriundos daqueles que vão fazer turismo em outros países,  levando dinheiro e consumindo serviços e produtos de fora.

Nessa balança, podemos identificar se o país é um destino turístico mais visado, ou se de repente é um país que possui mais pessoas saindo, indo viajar ao exterior.

Vale destacar que nessa última balança ainda temos os rendimentos provenientes de investimento.  Portanto, aqui teremos uma imagem referente à atratividade do país.

Geralmente, países que possuem taxas de juros mais atraentes, e certa segurança, contam com investimentos maiores vindo do exterior.

O Brasil, por exemplo, é um país que depende bastante do dinheiro vindo do exterior. A nossa bolsa de valores possui uma participação expressiva do capital estrangeiro.

Influência da Balança de transações correntes.

Várias coisas podem influenciar os resultados da balança de transações correntes. Entre alguns números que podem influenciar tal balança temos  as cotações da moeda e a taxa de juro dos países.

Países que contam com uma moeda mais “barata” geralmente contam com serviços e produtos mais em conta, além de favorecer a entrada de capital vinda do exterior.

Quando o assunto é juros, o mesmo pode ser preponderante para a decisão de investimentos nos países, uma vez que a rentabilidade prospectada pode ser maior em comparação a outras regiões do globo.

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O que é Dealer?

O Dealer é a pessoa que vende os ativos por conta própria, sem haver intermediação. Ou seja, no mercado financeiro, podemos dizer que grandes instituições financeiras, acabam funcionando como Dealers.

Elas entram no mercado, munidas de grande volume de recursos. A movimentação dos Dealres, devido ao volume de recursos, pode ser extremamente alta, sendo que esses “players” podem influenciar bastante no preço de um ativo durante um pregão, por exemplo.

É possível afirmar que os Dealers, por terem grande capacidade de influenciar os mercados, são peças importantes para o funcionamento do mercado. Querendo ou não, os Dealers são aqueles que dão liquidez ao mercado.

Fora do escopo o mercado, podemos dizer que o Dealer é aquele que compra mercadorias para revender aos consumidores.

O Dealer é uma figura, que nesses casos, distingue um distribuidor de um agente ou representante.  O estoque é o seu risco.

Funcionamento do Dealer

Diferente do que ocorre com  as corretoras, ou agentes que fazem a intermediação de ativos na bola, os Dealesr investem por sua conta em risco, sendo motivados a realizar operações visando o lucro com as diferenças entre os valores de compra e venda.

Ou seja, o Dealer não deixa de ser um investidor também. O Dealer procura o lucro em suas operações.

O que acontece é que o volume de recursos é alto, e assim, o Dealer também executa uma função importante no mercado, gerar liquidez para determinados ativos.

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O que é o COPOM?

O leitor já deve ter ouvido falar sobre taxa Selic, ou mais especificamente sobre a taxa básica de juro.

O COPOM (Comitê de Política Monetária) tem dentro de seus objetivos, zelar pelo poder aquisitivo da moeda, e assim, determinar qual será a taxa básica de juro praticada pelo Banco Central durante um período.

Sendo assim, podemos dizer que as medidas estabelecidas pelo BC, ou melhor, pelo COPOM, são de interesse da população em geral.

O comitê foi criado alguns anos após a criação do plano Real. Para ser mais específico, o COPOM foi criado em 1996.

Com a criação do comitê a política monetária ganhou um “ritual” mais adequado. Assim, as medidas podem ser discutidas e posteriormente aplicadas em nossa economia.

Qual é o objetivo do COPOM?

Depois da criação do COPOM, o mesmo recebeu alguns “upgrades” em suas políticas, sendo que uma delas ocorreu em 1999, quando houve adoção da meta de inflação.

Como o Banco Central e o COPOM, tem como objetivo zelar pelo poder de compra da moeda, esse objetivo  tem como ação indireta a estabilização da inflação.

Em outras palavras, a inflação deve estar bem controlada em um patamar razoavelmente baixo, para não depreciar a moeda corrente brasileira.

Portanto, o COPOM tem como objetivo principal estabelecer qual será a taxa básica de juro praticada dentro do período, além de passar qual será o seu viés para o futuro, ou seja, o COPOM precisa passar ao mercado alguma espécie de previsibilidade com relação as suas ações.

Além disso, o COPOM precisa estabelecer regras com relação a sua política monetária. Aqui o objetivo é um tanto organizacional.

Formato do COPOM

Como mencionado, o COPOM é um comitê, portanto, o mesmo possui representantes de uma serie de instituições, dentre elas podemos destacar;

  • Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban).
  • Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab).
  • Departamento Econômico (Depec).
  • Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep).
  • Departamento das Reservas Internacionais (Depin).
  • Departamento de Assuntos Internacionais (Derin).

Além dos departamentos aqui destacados, ainda temos representantes de outras instituições financeiras.

Essa constituição, ou formato de nosso COPOM, teve como base os formatos adotados por outros bancos centrais espalhados pelo mundo.

Podemos citar o FOMC (Federal Open Market Committee) dos Estados Unidos e o Central Bank Council da Alemanha como fontes de “inspiração” para tal formato de nosso COPOM.

COPOM e os seus impactos

As decisões do COPOM, que são tomadas a cada 45 dias (as reuniões ocorrem a cada 45 dias) podem ser sentidas de várias formas.

Tanto as pessoas comuns, quando investidores, empresários e demais pessoas da sociedade sentem de antemão os impactos das decisões do COPOM.

Quando a taxa de juro aumenta, por exemplo, os investimentos atrelados à própria taxa de juro, ou atrelados a taxas que podem ser influenciadas de forma direta a Selic (como é o caso do DI) acabam rendendo mais.

No momento em que esse artigo é desenvolvido, a taxa de juro está em 6,5%, então um produto financeiro que oferece 100% da taxa Selic, está pagando ao investidor 6,5% ao ano.

Se a taxa for para 7%, por exemplo, então o rendimento do investidor pode alcançar os 7% ao ano (a partir da alteração da taxa de juro).

Com relação às pessoas que utilizam crédito para captar recursos, o aumento da taxa de juro pode influenciar no pagamento de suas dívidas.

Caso a taxa aumente, então é possível que os juros do empréstimo se tornem maiores. Caso a taxa de juro se deprecie (haja uma redução) então, naturalmente, o juro cobrado pelo empréstimo pode se tornar menor (tudo isso, respeitando os contratos assinados entre as partes quando realizado o empréstimo).

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Previdência privada vale a pena?

 

A previdência privada é uma forma mais prática de poupar e rentabilizar o seu dinheiro tendo como objetivo uma aposentadoria mais tranquila.

Estamos falando de aposentadoria, portanto o prazo para tal aplicação é de longo prazo. Atualmente, no Brasil, temos vários tipos de previdências.

Tanto os grandes bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e Santander) quanto às instituições menores, seguradoras e outras oferecerem esses produtos no mercado.

Observando isso, devemos manter as atenções com relação a taxas, formas de aporte e até dados com relação à tributação!

Tudo isso pode impactar em seu plano de previdência, além de impactar até em sua declaração de imposto de renda anual!

Portanto a previdência privada pode ser sim algo prático, porém devemos analisar todos os pontos antes de adquirir um plano.

Previdência privada ligada a previdência social?

Não! Os planos de Previdência Privada não possuem relação alguma com a previdência social. Na verdade, é comum falar que a previdência privada, funciona como uma forma complementar de previdência.

Isso acontece uma vez que a renda principal para muitos brasileiros será oriunda da previdência social. Sendo assim, a previdência privada serve para complementar a renda do aposentado.

Se isso é algo correto ou não, somente o tempo dirá. Se o investidor poupar pouco, e o plano de previdência não fornecer rendimento suficiente para multiplicar o patrimônio do investidor, então consequentemente será mais difícil conseguir uma renda alta com sua previdência privada.

Mas felizmente tudo isso pode ser analisado com antecedência. Mas antes de analisar rendimentos, taxas e demais itens que fazem parte dos planos de previdência, existe um detalhe que é importante! Temos que optar se o plano será PGBL ou VGBL!

Diferenças entre PGBL e VGBL.

Os planos de previdência privadas são separados em duas formas de tributação. Primeiro temos os planos VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres).

Os planos VGBL são mais indicados para aqueles que fazem a declaração de imposto de renda de forma simplificada.

Ou seja, para os contribuintes que não se beneficiam das despesas, e, portanto, acabam recorrendo à forma simplificada na declaração anual de IR, os planos VGBL são os mais indicados.

A explicação para isso é fácil. No plano VGBL o contribuinte não poderá deduzir da sua base de cálculo os valores aportados no plano de previdência!

Já nos planos PGBL, essa opção de abater até 12% da base de cálculo do imposto de renda existe. Lembrando que esse limite de 12% se refere à renda bruta do contribuinte.

Então se o contribuinte faz a declaração completa, os planos PGBL seriam os mais interessantes. Vale destacar outro ponto sobre os planos VGBL e PGBL.

Ao optar pelo VGBL, o investidor vai tributar somente os seus rendimentos. Ou seja, ao resgatar o valor da previdência, somente será tributado o valor referente aos rendimentos.

No caso do PGBL não há distinção. A tributação ocorre sobre o valor referente ao resgate. Mesmo que boa parte do valor seja referente ao aporte, todo o valor será tributado.

Dando continuidade a essa parte do artigo, vamos falar de outro aspecto da tributação dos planos de previdência privada! Os panos podem ter a retenção de IR regressiva ou progressiva.

Aqui temos mais alguns detalhes que podem beneficiar ou não o contribuinte. Ao optar por um plano com retenção de IR progressiva, o investidor vai contar com uma retenção de 15% sobre o valor resgatado.

Ou seja, mesmo que o cliente queira resgatar todo o saldo do seu plano, após 6 meses de investimento, a retenção de IR será de 15%.

Lógico, que aqui mora um detalhe. Ao optar pela forma progressiva, o investidor deverá informar na declaração de imposto de renda o valor resgatado (se houve resgate) na área onde o contribuinte já informar rendimentos recebidos por pessoas jurídicas.

Uma vez que esse valor vai fazer parte dos ganhos tributáveis. Portanto, se o contribuinte acabar tendo valores altos nessa parte de recebimentos tributáveis, é possível que ao final da declaração, o mesmo tenha uma guia a pagar.

Coisa que pode ser mais difícil de acontecer quando tratamos do imposto de renda regressivo. Nessa situação a alíquota de IR começa em 35% e vai caindo até 10%! Segue tabela com as alíquotas e os períodos:

Regressiva

Pode parecer menos interessante em comparação com a alíquota do IR progressivo, porém, se o investidor permanecer mais tempo aplicado no plano, ai sim, teremos uma situação diferente.

Ao optar pelo progressivo, o investidor estará dando preferência para uma aplicação de curto a médio prazo, já ao investir no plano com uma tributação regressiva, o investidor estará focando em um planejamento de longo prazo.

Ou seja, no plano regressivo o investidor deve permanecer aplicado o máximo de tempo possível. Desse modo, o investidor terá mais chances de alcançar a alíquota de 10%.

Além disso,  na declaração anual de IR, ao optar pelo plano regressivo, o contribuinte vai lançar os valores dos resgates do plano na aba de rendimentos sujeitos a tributação exclusiva ou definitiva. Portanto, esses rendimentos não vão fazer parte da sua base de cálculo! Melhor não é?

Enfim, para conseguir encontrar a melhor alternativa, o leitor terá que estudar muito bem o plano.

O que são os Fundos Imobiliários?

Viver de renda pode ser um dos maiores sonhos de boa parte dos brasileiros. Porque não, das pessoas do mundo inteiro.

Investir em imóveis, e assim, conseguir extrair uma boa renda mensal! Sem muito esforço e tão pouco trabalho, parece ser uma ótima ideia, para complementar a aposentadoria, não é mesmo?

Ainda mais quando estamos prestes a registrar certas mudanças na aposentadoria aqui no Brasil. Mas a compra do imóvel, pode ser algo bem complicada e demorada.

Em algumas regiões do Brasil, uma casa geminada não sai por menos de R$ 150.000,00. Um valor muito alto.

Não são todos os brasileiros que conseguem extrair uma renda de R$ 150.000,00 por ano, imagina conseguir poupar esse valor para investir em um imóvel e assim, viver de renda.

Praticamente impossível. Ainda mais, quando observamos casos de pessoas e famílias que vivem com um salário mínimo, ou de repente até dois.

Se já é difícil comprar uma casa para viver, imagina a compra da segunda casa, pode ser que leve uma vida inteira!

Observando isso, existe uma alternativa de investimento, que pode oferecer condições semelhantes à compra do imóvel!

Os fundos imobiliários

Ao comprar uma cota de fundo imobiliário (FII) o investidor está comprando um tijolo do empreendimento, ou de repente um pedaço da participação em uma CRI.

Portanto, a renda conquistada com o aluguel ou venda do determinado imóvel, como a renda do papel com lastro, acabam sendo distribuídas aos cotistas do fundo, que nesse caso, é você.

Então, ao investir em fundos imobiliários, você estará comprando um pedaço do empreendimento e assim se beneficiando dos lucros que o mesmo pode gerar. Além de uma eventual valorização no mercado.

Como funciona o investimento em FII?

Para conseguir comprar cotas de FII, você terá que contar com uma conta em alguma corretora e investimento.

Pode ser a corretora oferecida pelo seu banco, ou as corretoras independentes. Com relação às corretoras independentes, existem várias opções de corretoras que trabalham com isenção de taxas quando o investimento é FII.

Sendo assim, o investidor fica sem pagar taxa de corretagem e tão pouco custódia para investir nos FII.

O lote padrão de FII é de uma cota. Ou seja, ao invés de ser obrigado a comprar lotes de 100 ações, ou 10 ETF, o investidor, no mercado de FII, pode adquirir uma cota.

Sendo assim, não há a figura do mercado fracionado para os FII. O investidor pode comprar uma cota e está tudo ok.

O valor médio das cotas de FII no mercado gira em torno dos R$ 100,00. Então, se você conta, com pelo menos, R$ 100,00, já é possível investir em FII.

Quais tipos de FII no mercado?

Existem vários! Temos os FII que investem em propriedades. Como edifícios comerciais, lajes corporativas, empreendimentos logísticos, shopping centres entre outros.

Esses são FII que investem diretamente no tijolo. Então, ao comprar cotas de um FII assim, você estará se posicionando em um FII com imóvel físico e em funcionamento.

Mensalmente, é habitual, que esses FII liberem relatórios administrativos, assim, você como bom cotista, pode analisar o desempenho do fundo e do empreendimento em si.

Qual é vacância do empreendimento? Quais são os novos inquilinos? Qual será o valor da distribuição do mês? Entre outros dados.

Tudo isso pode ser analisado por meio do relatório gerência! Uma das vantagens de investir em FII que possuem propriedades físicas em seus portfólios é a possibilidade de ganho com as vendas e negociações envolvendo os imóveis.

Vira e mexe, algum fundo consegue realizar uma venda registrando uma boa margem de lucro. Quando isso acontece o FII tem a capacidade de distribuir os valores aos seus cotistas por meio de uma amortização de cotas.

Desse modo, parte do valor patrimonial do fundo é reduzida e assim os cotistas consegue extrair os seus ganhos.

Uma das desvantagens de investir em FII que possuem imóveis em sua carteira e eventual vacância.

Muitos desses FII acabam passando por momentos de “vacas magras” e assim, a quantidade de inquilinos pode baixar e consequentemente o valor das distribuições também.

Desse modo, o investidor acaba ficando sem aqueles ganhos, e naturalmente, o valor das cotas no mercado podem sofrer uma depreciação maior.

FII que investem em papéis e outros FII

Depois ainda temos outros dois tipos de FII, que podem funcionar como derivados de FII;

  • Fundos que investem em papéis atrelados a imóveis como é o caso do CRI. F
  • Fundos que investem em outras cotas de FII, como é o caso dos “fundos de fundos”.

Esses dois tipos de FII, são extremamente interessantes, porque em sua grande maioria, eles trabalham com uma grande quantidade de ativos, gerando uma maior diversificação na carteira e eventual segurança.

Em caso de problemas com um dos papéis, por exemplo, todos os outros que compõem a carteira estariam “seguros” evitando perdas maiores aos investidores.

Outra coisa que pode ser bem interessante com relação a esses fundos, as distribuições, geralmente, se mantém mais constantes do que os fundos que possuem empreendimentos em suas carteiras.

Ou seja, os fundos de fundos e os fundos que investem em papéis com lastro em imóveis, possuem um pouco mais de estabilidade e contam com boa diversificação de ativos.

 

 

Risco dos Bancos!

Por mais que existe FGC (Fundo garantidor de Crédito) cobrindo investimentos de até R$ 250.000,00 por CPF e instituição, os bancos ainda sim, possuem seus riscos.

Se não fosse pelos riscos, diferentes para cada instituição, os bancos simplesmente poderiam emitir títulos com rendimentos similares, sem diferença alguma.

Porém os bancos oferecem riscos aos investidores. Por isso é preciso ficar atento onde investimos o nosso dinheiro.

Como identificar os ricos?

São várias as formas que existem para identificar se um banco possui mais risco ou não. Dentre as mais conhecidas, temos as agências de ratings.

As empresas de ratings dão notas para países e instituições financeiras, além é claro, de empresas em geral.

Através dessas notas é possível avaliar se determinada empresa possui capacidade para honrar suas dívidas, e se a mesma possui uma situação saudável.

Atualmente, as corretoras oferecem plataformas de produtos de renda fixa aos seus clientes. Em muitas dessas plataformas, existem títulos que possuem um rating.

Lembrando que temos o rating voltado ao mercado Brasileiro, e um rating voltado ao mercado internacional.

Segue tabela com as notas de cada uma das principais agências de rating:

risco

Como está descrito na imagem, os títulos que possuem letra AAA, Aaa são os papéis com maior grau de investimento, ou seja, os mais seguros.

Depois temos a redução desse grau de investimento chegando até o D, C que nesse caso são os títulos com o maior risco de inadimplência.

Por mais que o FGC exista, não podemos baixar a guarda! Fique atento! Uma alternativa interessante é diversificar!

Sendo assim, pense bastante antes de investir!

Simulando estratégias.

Nesse artigo, vamos realizar alguns exemplos de investimentos.  Sendo que nessa floresta de investimentos, os 100% do DI não são o máximo.

O que estou querendo dizer é que existem produtos com rentabilidade superiores e que podem ser facilmente adquiridos.

Podemos falar aqui sobre os CDBs de pequenos bancos, ou de fundos e investimento em crédito privado.

Esses dois  produtos podem oferecer aos clientes rentabilidade equivalente ou superior aos 110% do DI.

Portanto, ao invés de conceder aos investidores algo próximo dos 6,39% ao ano (DI atual), a rentabilidade poderia chegar aos 7,02% ao ano!

Vamos trabalhar com um exemplo levando em consideração essa rentabilidade!

CDB com 110% do DI!

Como vimos anteriormente, existem algumas opções disponíveis no mercado que podem nos oferecer rendimentos similares ou superiores aos 110% do DI.

Investindo os mesmos R$ 10.000,00 em um fundo de investimento com tais características, em um prazo de 10 anos, o investidor teria um saldo de R$ 14.190,35!

Lembrando que esse saldo é bruto! O valor líquido (caso o investidor resgatasse o valor total) seria de R$ 13.561,79 (retenção de 15% de IR).

Esse valor ainda seria 11,60% superior a rentabilidade do investimento em ativos com 100% do DI. Comparado a poupança, a rentabilidade seria ainda maior.

É preciso destacar que ativos que oferecem rendimentos superiores aos 100% do DI, podem oferecer mais riscos ao investidor.

Estamos falando de letras, títulos e ativos de instituições menores. Esses investimentos também podem conter um período maior para o vencimento. Ou seja, o investidor não terá a alternativa de liquidar a posição antes do vencimento.

Por isso, ao analisar tais ativos, o investidor deve realizar algum teste para identificar o seu perfil de investidor.

A XP Investimentos é uma das corretoras que faz esse tipo de teste. Principalmente para aqueles que estão iniciando no mercado, conseguir identificar quais são os seus verdadeiros objetivos, é algo essencial!

Períodos maiores de investimento

Até agora o leitor viu vários exemplo falando sobre diferentes rentabilidades. Começamos com a poupança, mostramos os impactos da inflação, depois os 100% do DI, e por último os 110% do DI. Mas se o período de investimento fosse maior do que os 10 anos? Será que a rentabilidade seria maior?

Sim! Com certeza! Vamos dizer que ao invés de deixar 10 anos em fundo que ofereça rentabilidade de 110% do DI, o investidor deixou 30 anos! A rentabilidade dos R$ 10.000,00 iniciais será de R$ 57.539,50.

O valor líquido de imposto de renda seria de R$ 50.408,57. O rendimento em 30 anos seria de aproximadamente 404% líquido de imposto de renda!

Podemos ver que o tempo é um fator determinante quando o assunto é rentabilidade. Ao passar mais anos aplicado, o seu dinheiro pode gerar ainda mais ganhos.

A rentabilidade atrelada ao seu investimento também é determinante para isso. Mas e o valor aplicado? Será que se eu aumentar o aporte inicial, haverá ganho maior?

Aumentando o aporte!

Vamos fazer uma simulação com as mesmas características da anterior, porém, agora, ao invés e R$ 10.000,00, o investidor vai aplicar R$ 50.000,00!

O saldo final seria de R$ 287.697,49! Esse valor ainda é bruto, o valor líquido seria de R$ 252.042,87!

A rentabilidade permanecerá em 404%, uma vez que não houve alteração no tempo do investimento e nem na rentabilidade de 110% do DI.

Portanto, ao alterar o aporte inicial, mostramos aos leitores a possibilidade de aumentar ainda mais o patrimônio. Vamos imaginar que ao invés de R$ 50.000,00, o investidor estivesse aplicando, o valor da venda de uma residência. Por exemplo, uns R$ 300.000,00.

Esse valor poderia facilmente alcançar a marca dos milhões de reais em questão de 30 anos aplicados. Nada mal, não é mesmo?